|
|
|
Favoritos
chicoespindola@msn.com
Comments:
Segunda-feira, Março 31, 2008
Povo escolhido de Deus!
Por que Israel era o povo escolhido de Deus? E os outros povos, foram largados, deixados sob a ausência de Deus? Por meio de Jesus os cristãos são agora o povo escolhido de Deus? E quem não for cristão, está abandonado por Deus?
Todas estas são perguntas legítimas e estarei agora, sob a luz da bíblia, tentando responder.
A humanidade tornou-se corrupta por meio do pecado, porém Noé, era um homem justo e integro entre o povo de sua época, e andava com Deus (Gn 6; 9), por esta razão o Senhor mostrou benevolência, e por isto somos todos descendentes dele. Noé teve três filhos que geraram três povos, os Jafetitas (filhos de jafé), os camitas (filhos de Cam) e os Semitas (filhos de Sem).
Durante o espisódio da torre de babel o Senhor dispersou todos os povos, misturando as línguas, muitos povos então se formaram.
O Senhor então se agradou de Abraão, filho de Terá e descendente de Sem, pela sua obediência (Gn 12) e promete a ele uma grande descendência que seria o povo de Deus.
Coisas como a circuncisão são estabelecidas, como marca de sua descendência.
Jacó (Israel), que vivia em Canaã teve se filho preferido, José, vendido como escravo ao Egito, e que tornou-se Governador do Egito. José trouxe sua família toda ao Egito, visto que viviam uma forte miséria que assolou o mundo, menos o Egito, graças as visões de Deus por José. Jacó abençoa seus filhos formando as 12 tribos de Israel.
Após a morte de José outro faraó, que desconhecia a história de José, assumiu o Egito, ao ver que os israelitas eram mais numerosos que os egípcios o faraó resolve oprimir os israelitas submetendo-os à escravidão e matando os filhos homens.
Eis que nasce Moisés, israelita, foi escondido do faraó por meses, mas ao crescer um pouco já não foi possível escondê-lo, sua mãe enviou-o em um cesto para a filha do faraó. Moisés é criado pelo faraó, depois foge para Midiã e foi então chamado para libertar os israelitas da escravidão.
O povo é liberto, ocorrem as pragas, Deus estabelece a Páscoa, a consagração dos primogênitos, ocorre o êxodo, a travessia do Mar, as águas de Mara e de Elim, o Maná e as Cardonizes, até que finalmente Israel chega ao Monte Sinai.
Até então sabemos que aquele era o povo escolhido de Deus, mas seu propósito viria depois, Deus então entrega ao povo os dez mandamentos, as leis, as instruções do tabernáculo, da arca da aliança e finalmente ocorre a confirmação da aliança.
No monte Sinai Deus explica qual é a aliança, e o que Ele quer do povo Dele, o que isto implicaria. Êxodo 19; 5-6 – “5 Agora, pois, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, embora toda a terra seja minha, 6 vocês serão para mim um reino sacerdotal e um povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.”
Vemos então o seguinte, tal aliança, funciona como uma espécie de contrato, da parte do povo incidiam os seguintes deveres: obedecerem fielmente e guardarem a aliança de Deus. E também os direitos de serem: Propriedade Peculiar (exclusivo de Deus), Reino Sacerdotal, Nação Santa.
Ou seja, esta nação deveria ser exclusiva de Deus, ter um só Deus, obedecer à Ele, então eles seriam uma Nação Santa, separada para Deus, seriam o povo que refletiria a expressão da vontade de Deus na terra e portanto um Reino Sacerdotal, seria através desta nação que todos os povos da Terra seriam abençoados, todos os povos da terra estavam separados de Deus por causa da sua corrupção e do pecado, mas Deus anunciava que resgataria a todos os povos, e isto se daria através desta nação.
Todas as nações da Terra saberiam das maravilhas desta nação, que era a nação de Deus (Deuteronômio 4) e portanto viriam até este povo e seriam abençoados, como chega a acontecer, A rainha de Saba vai até Salomão por ouvir fama de Salomão, acerca do nome do Senhor (1 Reis 10) e sai de lá abençoada e maravilhada, pois o Senhor queria abençoar a todos para que todos soubessem que há um só Deus e não outro (1 Reis 8: 60).
Este povo porém vem a transgredir a aliança e passam a desejar um rei segundo os reis dos outros povos, e Saul passa a ser rei deste povo, e logo o povo percebe o mal disto, ambição e coisas do tipo assolam seu reinado (1 Samuel 8).
Por este motivo, o Senhor edifica um Rei segundo o Seu coração, e estabelece Davi como rei, afirma ainda que de sua descendência virá aquele que reinará sobre todos os povos, a plenitude da aliança (2 Samuel 7: 12).
De uma forma bem rápida, esta é a história do povo escolhido por Deus, eles foram escolhidos para levar a graça de Deus a todos os povos, Deus não abandonou os outros povos e a confirmação disso veio com Jesus, que era o descendente de Davi, que veio para reinar sobre todos, para cumprir o que foi antes prometido por Deus.
Jesus afirma então que Ele veio para todos, Jesus era judeu, descendente de Davi, e veio reinar sobre todos os povos (Jo 12:46 Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.) (João 3 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.)
Ora, Jesus é o Rei, o messias, descendente de Davi, e os que crêem Nele são salvos e os que não crêem estão perdidos, simples assim? Então se o povo de antes era o povo sacerdotal para abençoar os povos todos da Terra, o de hoje, somente crê e é salvo, e quem são o povo sacerdotal de hoje?
1 Pedro 2: 8-9: 9 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.
Pedro está se referindo sabe a quem? A todo que crer em Cristo como salvador. (1 Pedro 1: 7-12 7 Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; 8 Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; 9 Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. 10 Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, 11 Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. 12 Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.)
Nós, somos a geração eleita (exclusiva) de hoje, o sacerdócio real (quem devemos abençoar o mundo, anunciando que Cristo vive, que basta crer para ser salvo), nação santa (separados do pecado, não pelo cumprimento da lei de Moisés, por meio de Jesus e pela graça de sua obra) o povo adquirido (Deus, por através de Jesus, reina sobre todos os povos, sem distinção, basta crer).
Amados, saibamos que como nos ensinou Pedro, nós que cremos na pedra principal da esquina, eleita e preciosa, não somos confundidos, pois junto com Cristo somos pedra viva, e sobre nós é edificado casa espiritual e sacrifício santo para oferecermos a Deus sacrifício espirituais por Jesus (1 Pedro 2: 1-8).
Vivamos pois para a glória de Deus, pois somos o Seu povo escolhido! Exerçamos o nosso sacerdócio real e levemos aos povos da terra as boas novas da salvação!
posted by Chico Espíndola
2:24 PM
Favoritos
chicoespindola@msn.com
Comments:
Domingo, Março 30, 2008
Músicas que nos emocionavam quando crianças e que nos emocionarão velhinhos!
As trombetas soarão, abalando céu e chão, cerquem os muros para mim, subam os montes devagar, que o Senhor vai guerrear. Vem com Josué lutar em Jericó e as muralhas ruirão, pois Jericó chegou ao fim!
Ouve-se o júbilo de todos os povos, os reis se prostraram ao Senhor. Ouve-se um brado de vitória, o dia do Senhor chegou. Ouve-se em todos os povos que um novo Rei surgiu, impérios já reconhecem que Sua destra reinará. Os povos verão e virão a Sião aprender a sua Lei, pois a Tua justiça governará.
Ele é o leão da tribo de Judá, Jesus, que quebrou nossas cadeias, nos libertou. Ele é nossa rocha, força em tempo de fraqueza, torre forte, que nos protege, em tempo de guerra, a esperança de Israel. Glória, vitória, louvores e a majestade à vinda de nosso Rei.
Ao único que é digno de receber a honra e a glória, a força e o poder, ao Rei, Eterno, Imortal, Invisível, mas Real, a Ele ministramos o louvor. Coroamos a Ti, ó Rei Jesus, adoramos o Teu nome, nos rendemos a Teus pés, consagramos todo nosso ser a Ti.
Seja bendito o Cordeiro que na cruz por nós padeceu! Seja bendito Seu sangue que por nós pecadores verteu! Eis-nos no sangue lavados com vestes que tão alvas são, nós, pecadores remidos que de Deus recebemos perdão. Alvo mais que a neve! Sim, nesse sangue lavado mais alvo que a neve serei. Quão espinhosa a coroa que Jesus por nós suportou! Oh! Quão profundas as chagas que nos provam o quanto Ele amou! Há nessas chagas pureza para o mais torpe pecador! Pois que mais alvos do que a neve o Teu sangue nos torna, Senhor. Se nós a Ti confessarmos e seguirmos na Tua luz, Tu não somente perdoas. Purificas também, ò Jesus Sim, e de todo o pecado! Que maravilha esse amor! Pois que mais alvos que a neve o Teu sangue nos torna, Senhor.
Firme nas promessas do meu Salvador, cantarei louvores ao meu Criador. Fico, pelos séculos do seu amor, firme nas promessas de Jesus, portanto, celebrai a Cristo, pois ressuscitou. Ele vive para sempre, vamos celebrar, ressuscitou o meu Senhor!
Grande é o Senhor e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus Seu Santo Monte
a alegria de toda terra. Grande é o Senhor em quem nos temos a vitória e que nos ajuda contra o inimigo. Por isso diante dEle nos prostramos! Queremos o Teu nome engrandecer
e agradecer-Te por tua obra em nossas vidas, confiamos em Teu infinito amor pois só Tu és o Deus eterno sobre toda terra e céu.
Cada vez que a minha fé é provada, Tu me dás a chance de crescer um pouco mais.
As montanhas e vales, desertos e mares que atravesso me levam pra perto de Ti. Minhas provações não são maiores que o meu Deus e não vão me impedir de caminhar. Se diante de mim, não se abrir o mar Deus vai me fazer andar por sobre as águas. Rompendo em fé,
minha vida se revestirá do Teu poder, rompendo em fé, com ousadia vou movendo o sobrenatural. Vou lutar e vencer, plantar e colher, a cada dia vou viver Rompendo em fé.
O texto que acabaram de ler é um “mix” de algumas das músicas que nos tocaram o coração quando crianças, tocam ainda hoje e tocarão ainda até os nossos últimos dias. Não ia escrever isso, estava preparando um texto sobre a aliança com Moisés, promessas, o recebimento da Lei e das instruções do tabernáculo, mas enquanto escrevia, ouvia músicas na rádio, e por acaso tocou uma que me fez desistir de postar o texto que postaria e colocar trechos destas músicas. Afinal, hoje é domingo, dia de louvar à Deus, agente estuda depois, hoje de coração puro, agente louva. Eis a música que ouvi:
Recebi Um Novo Coração
Recebi um novo coração do Pai
Coração regenerado, coração transformado,
Coração que é ensinado por Jesus!
Como fruto deste novo coração,
Eu declaro a paz de Cristo,
Te abençôo, meu irmão,
Preciosa é a nossa comunhão!
Somos corpo, e assim bem ajustado
Totalmente ligados, unidos, vivendo em amor
Uma família sem qualquer falsidade
Vivendo a verdade, expressando a glória do Senhor!
Uma família, vivendo o compromisso
Do grande amor de Cristo
Eu preciso de ti, querido irmão, precioso és para mim, querido irmão!
Eu preciso de ti, querido irmão, precioso és para mim, querido irmão!
Que Deus os abençoe neste domingo irmãos!
posted by Chico Espíndola
3:36 PM
Favoritos
chicoespindola@msn.com
Comments:
Sábado, Março 29, 2008
Histórico de perseguições e suas implicações.
Não era minha idéia inicial (quando criei o Blog) me ater dois dias consecutivos ao mesmo tema, porém, ainda sobre Judeus e Jesus, com base no post anterior, farei alguns comentários sobre a história deste povo e algumas considerações.
O cristianismo, como sabemos, é uma ramificação messiânica do judaísmo que ocorreu no primeiro século d.C. Após a separação entre judaísmo e cristianismo, cristãos e judeus eram perseguidos pelo Império romano, muito provavelmente por ser politeísta (prática condenável tanto para cristãos quanto para judeus – Monoteístas). Com a criação da igreja católica século IV (Apesar do termo católico ter sido usado pela primeira vez no séc II, por Inácio de Antioquia, oficializou-se a igreja católica com a adoção de Roma ao cristianismo, por Constantino, por isso até hoje para os historiadores, Constantino é o fundador da igreja católica), iniciou-se uma tendência a querer erradicar o paganismo. A visão do judaísmo como uma religião que teria desprezado Jesus Cristo, levou a um constante choque entre as duas religiões, onde a política de converter judeus à força levava à expulsão, espoliação e morte, caso não fosse aceita a conversão.
Esta visão anti-judaica do catolicismo perdurou mesmo após a queda do império romano, os judeus tornaram-se vítimas de diversas acusações e perseguições.A igreja proibiu qualquer conversão ao judaísmo e conforme os Estados foram se tornando católicos as comunidades judaicas foram relegadas à marginalidade ou expulsas. O judaísmo tornou-se então uma forma religiosa de resistência à dominação imposta pela Igreja, que além das perseguições começaram a sofrer embargos.
Ora, uma vez que os judeus eram os maiores comerciantes da época, começaram a se ver maus bocados e desenvolveram sistemas de depósitos de verbas (ourives), empréstimos financeiros e que hoje nós conhecemos como banco. Passaram a se tornar altamente poderosos, principalmente nas regiões da Alemanha, Hungria e Bulgária, onde povos e países inteiros deviam consideráveis somas.
No séc. XI, precisamente em 1096 ocorreu a primeira das nove cruzadas, a Cruzada Popular, que massacrou as comunidades dos judeus da região. Porém, na região da Espanha, os judeus viviam aquilo que ficou conhecido como “Era de Ouro do Judaísmo”(300 anos de paz dos judeus que viviam na Espanha muçulmana 900 – 1200 d.C) que fez com que ficassem poderosíssimos na região, fato que culminou posteriormente no início da inquisição, oficialmente em 1233 d.C. com a edição da bula Licet ad capiendos. Que por acaso, veio a aplicar consideráveis somas de "pena capital" contra os judeus, considerados como hereges. Para saber mais, pesquise sobre a inquisição espanhola.
Após a contra-reforma, a inquisição ganhou muita força, não só na caça aos hereges judeus, mas aos hereges protestantes, filósofos, cientistas... Não só a igreja católica perseguia os judeus, como também alguns grupos protestantes seguidores dos ensinamentos de Lutero, que consideravam os judeus o povo que “rejeitou Jesus” e isso fez com que os judeus fossem mal-vistos em toda a Europa.
Durante a crise da Alemanha, Hitler põe a culpa da crise nos judeus, que já não eram bem vistos mesmo e faz o que fez. Ps.: Esta parte da história todos conhecem, foi a maior das atrocidades, não vou comentar.
Tudo isso são fatos históricos ocorridos logo após Jesus. Durante muito tempo, nossas instituições, massacraram os judeus, ao invés de cultivarem uma relação, de testemunharem sobre Jesus e as escrituras, de apresentá-lo como messias, nós os perseguimos, buscamos sua conversão à força, fizemos tudo errado! Quanto tempo perdido...
Mas o Senhor é bom demais e perfeito, em algum determinado momento (sinceramente não consegui me certificar de quando foi que começou este movimento de aceitação de Jesus como Messias por parte dos judeus) colocou homens sábios no caminho deste povo, e este povo está se transformando. Vivemos claramente em um momento histórico que as profecias feitas por Jesus e os apóstolos estão se cumprindo. Vigiemos!
Mais intrigante é que não vem moleza diante destes bravos judeus, hoje, enquanto anunciadores do Senhor que o são, embrenharam-se numa batalha maior do que todas que já passaram, levar ao seu próprio povo as boas novas do Messias, em sua própria terra! A história deixa mais do que claro que ao longo dela, todas as profecias feitas pelo seu povo, mesmo que parte do povo a rejeitasse, se cumpriu.
Notícias como esta “A Perseguição Pública aos Judeus Messiânicos em Israel”serão cada vez mais freqüentes, talvez a maior das perseguições, esteja apenas para começar... Não há nenhuma dúvida de que o Senhor os acompanha nesta batalha e é por isso que também estão fazendo coisas tão maravilhosas como estas “ Burkina Fasso: Uma Terra Maravilhosa ”.
Quanto a nós, oremos bastante para que o Senhor de forças aos “profetas deste tempo”, não só estes que lá estão, mas os milhares e milhares de missionários espalhados pelo mundo, levando a palavra a uma enormidade de pessoas, traduzindo as escrituras para seus dialetos e tudo o mais, são verdadeiros guerreiros, merecedores de nossas orações.
Que ninguém se vanglorie, que todos os povos diminuam, que nenhuma religião se engrandeça, para que o mundo todo possa por o nome de Jesus acima, como Rei que o é! Amém!
posted by Chico Espíndola
7:57 AM
Favoritos
chicoespindola@msn.com
Comments:
Sexta-feira, Março 28, 2008
Judeus Messiânicos de vários países se encontraram em Jerusalém.
Amigos, eu vinha pesquisando e procurando me informar sobre os judeus, fazendo um aparato sobre suas profecias, e ligando-as à Cristo, ocorre que encontrei este texto que expus abaixo, no site www.ensinandodesiao.org.br, e conclui que melhor do que qualquer palavra minha sobre o tema, são os relatos abaixo descritos.
Escrito por Marcelo M. Guimarães
“... Portanto, dize: Assim diz o Senhor Deus: Hei de ajuntar-vos do meio dos povos, e vos recolherei do meio das terras para onde fostes espalhados, e vos darei a terra de Israel. E virão ali, e tirarão dela todas as suas coisas detestáveis e todas as suas abominações. E lhes darei um só coração e porei dentre deles um novo espírito; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne, para que andem nos meus estatutos e guardem minhas ordenanças e as cumpram ( a Torah ); e eles serão o meu povo, e eu serei o seu D’us..." ( Ez 11:17-20).
Judeus messiânicos de vários países como Estados Unidos, Brasil, África do Sul, Japão, Finlândia, Colômbia, México, e Israel e outros países reuniram no Eretz Israel (Terra de Israel) nos dias 22 a 06 de julho de 2003, onde foi realizada a 24a. Conferência anual da UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations – União das Congregações Judaico-Messiânicas) no “Ramat Rachel”, o maior Kibutz de Israel localizado na cidade de Jerusalém.
Atualmente, a UMJC filia mais de 91 congregações judaico-messiânicas em várias partes do mundo. O número de membros tem crescido a cada dia. Hoje já existem congregações em Israel que já possuem mais de 300 membros, número este expressivo para Israel.
O tema central deste grande encontro denominado - “Kulanu k’Echad”, que significa em hebraico “Todos como Um”, foi inédito em Israel, pois pela primeira vez, mais de 350 judeus representantes de várias congregações judaico-messiânicas procedentes de vários países estiveram realizando este grande encontro profético.
Uma das razões desta viagem a Israel, que incluiu também a 24a. conferência da UMJC foi incentivar o turismo, ajudando Israel a vencer sua difícil situação econômica devida a drástica queda no turismo, principal fonte de renda daquele país.
Outro motivo foi visitar organizações sociais que prestam ajuda às vítimas do terrorismo (atendendo judeus e palestinos), quando levamos a eles nosso apoio e nossas orações, além de doações financeiras para aquelas entidades.
Mas, sem dúvida, o grande motivo deste encontro em Israel foi o de orar, abençoar Israel e nosso povo, abençoar o povo palestino também, que apesar de se declarar inimigo mortal de Israel, nossa fé nos ensina a orar por eles e aguardar no Senhor a verdadeira paz, mesmo que aos olhos humanos seja algo impossível.
“O movimento judaico messiânico não é proselitista como muitos pensam e nem tão pouco realizamos a 24a. Conferência em Israel com o objetivo de promover nenhum tipo de missão evangelística”, conforme afirmou o presidente da UMJC, rabino James Cowen, em entrevista ao Jerusalém Post. “Como judeus messiânicos, continuou o rabino, somos zelosos com as normas internas de Israel e nenhum tipo de panfleto ou propaganda foi distribuído”. O Rabino Cowen deixou claro que a UMJC não tem nenhum tipo de ligação ou contatos com organizações do tipo “Jews for Jesus” (Judeus para Jesus). Conforme disse o rabino Richard Nichol, também diretor da UMJC, ao Jerusalém Post, “nossa primeira identidade é como judeus e não como evangelistas cristãos, pois vivemos como judeus dentro dos princípios judaicos, tais como outras linhas da Reforma. Como eles, por exemplo, nós acreditamos na linhagem patriarcal bem como na matriarcal para determinação de quem é judeu.” Estes foram alguns trechos publicados no Jornal judeu, o Jerusalém Post.
Nós, do Ministério Ensinando de Sião, e fundadores de várias congregações judaico-messiânicas no Brasil, endossamos este pronunciamento dado por nossos líderes da UMJC, a quem somos filiados. Temos nos empenhado para que não haja nenhum tipo de problema ou conflito com a comunidade judaica local. Simplesmente, damos nosso exemplo de vida, vivendo como judeus zelosos com a Torá e observantes das boas tradições legadas pelos nossos ancestrais. Isto não invalida nossa fé em Yeshua, que em sua primeira vinda a Israel veio como “Ben Yosef”, filho de José, ou Filho do Homem, como gostava de ser chamado. Cremos pela Brit Hadashá (livros judaicos chamados pelos cristãos de Novo Testamento) que Ele é o Messias de Israel, pois em sua primeira vinda cumpriu todas as profecias preditas na Torah, nos livros dos Niviim (profetas) e nos Ketuvim (livros históricos do Antigo Testamento), que no conjunto, são chamados de Tanach (Antigo Testamento). Várias profecias como o ter nascido em Belém, ser descendente da tribo de Judá e do tronco de David, ter sido criado em Nazaré, ter nascido de uma virgem, ter sido rejeitado por uma parte dos judeus da época, ter realizados maravilhas e milagres sobrenaturais, ter vivido como um judeu zeloso da lei de Moisés e cumpridor de toda as boas tradições judaicas, ter sido traído e vendido por 30 ciclos de prata, ter morrido como sacrifício por todo o pecado da Casa de Israel e por toda a humanidade, como Redentor e Salvador e, principalmente, ter ressuscitado ao terceiro dia e além de outras muitas dezenas de evidências que segundo a Santa Tanach, nos garante e nos dá a liberdade de crer neste grande judeu, o Messias de Israel, que em breve estará voltando para a Casa de Israel em glória, não mais como sacrifício vivo para a humanidade, mas como Rei dos reis, o Filho de David que voltará em glória para Jerusalém para julgar dali e reinar sobre as nações. Ele, como Sar-Shalom (Príncipe da Paz), nos trará, finalmente, um reino da verdadeira Paz.
Quem já existiu neste mundo e pode cumprir as profecias mencionadas acima? O matemático judeu americano Stoner calculou a probabilidade de um homem judeu ter cumprido somente 7 das 456 profecias que a Bíblia menciona sobre o Messias de Israel. O resultado deste cálculo foi astronômico, pois a probabilidade estatística de Yeshua (Jesus) ser o messias é de 100 quatrilhões de chances, ou seja, 10 elevado a 17ª potência. Isto é a probabilidade de ocorrência de um único homem ter nascido em Belém, nascido de uma virgem, criado em Nazaré, ter morrido numa cruz, etc. Quando vemos certos judeus ortodóxos declarando que o grande sábio e rabino Schnerson é o messias de Israel, nos perguntamos: – quais da profecia messiânica da Tanach ele cumpriu? Nasceu ele em Belém, ou por um acaso de uma virgem? Era ele da tribo de Judá? Morreu numa cruz e ressuscitou? Foi criado em Nazaré? Então, a conclusão de Schernerson ser o messias de Israel é zero, sem sombras de dúvida.
Deixamos claro a todos, que não compactuamos com os erros dos cristãos em relação a Israel e ao povo judeu. Cremos em Yeshua (que nunca foi um messias romano) e no seu testemunho de vida e autoridade relatado no Novo Testamento e isto não nos desqualifica e nem contradiz os livros das Escrituras Hebraica (Antigo Testamento). Ser judeu e continuar vivendo como judeu inteirado com outros judeus da comunidade, por mais que parte deles ainda não concorde conosco ou até mesmo nos rejeite, nós, messiânicos, não rejeitamos nossos irmãos judeus, a quem damos honra e respeito e por quem oramos diariamente, pois somos o povo com a missão de cumprir o chamado irrevogável do Eterno, como povo escolhido, o que não nos dá nenhum privilégio de ser melhor do que qualquer outro povo, senão, de ter maior responsabilidade, vivendo intensamente nossas mitzvot (mandamentos), Huquim (estatutos) e Mishpatim (ordenanças) que nos foram dadas em caráter perpétuo pelo próprio Deus.
Sabemos que algumas leis constantes na atual Halachá Judaica (lei ou constituição judaica) que não estão em sintonia com a Tanach e tais itens precisam mudar. Como por exemplo, validar somente a linhagem matriarcal para definir quem é judeu, tem sido um grande erro e dificultado aqueles que são descendentes de pais judeus a fazerem sua “alyah”, ou seja, sua imigração para Israel. O ser judeu não envolve somente o aspecto sanguíneo, segundo o pensamento messiânico, envolve sim, o compromisso com a Torah e, principalmente, o bom testemunho de vida segundo os princípios e tradições bíblico-judaicas. O crer na pessoa de Yeshua, como o Messias judeu, o Redentor e Salvador de Israel e das nações não nos invalida de continuarmos vivendo com judeus, sendo zelosos da lei e luz para as nações, preservando os princípios de fé do judaísmo vivo e eficaz.
Não foi fácil para nenhum dos participantes deixar seu país para passar ali 11 dias em Israel, reunindo-se para orar e interceder por Israel, onde cinco atentados terroristas ocorreram nas duas semanas que antecederam nossa viagem. Foi uma luta espiritual, creio eu, lutamos de todas as formas para ali chegarmos. Nossos próprios familiares e irmãos de nossas congregações estavam ansiosos e tensos com o motivo de nossa viagem. Tivemos quase todos os tipos de problemas e, claramente, podíamos perceber que havia algo no mundo espiritual tentando impedir nossa viagem a Israel. Por exemplo, tivemos problemas nos tickets de viagem, alteração e cancelamentos de vôos (fizemos questão de viajar pela empresa israelense) na última hora, parentes e amigos adoeceram, chegando até a sofrerem intervenções cirúrgicas. Chegamos a cancelar nossa missão por duas vezes, mas, havia algo sobrenatural que nos impulsionava a concretizar esta viagem.
Nós do Ministério Ensinando de Sião, juntamente com nossos membros filiados, tínhamos em mente que o ápice desta viagem estaria na realização de atos proféticos, ou seja, estaríamos ali para profetizar como fizeram os profetas daquela terra nos tempos antigos, quando Israel, cercado por seus inimigos, recorria à ajuda divina. Sabemos que muitos dos judeus religiosos e ortodoxos pensam também como nós. Não conseguimos ver o Israel de hoje sem as constantes intervenções e livramentos divinos. Por isso, era tão importante para nós, a cada manhã nas ruas de Jerusalém, na região do Neguev, nas colinas de Golan, nas planícies da maravilhosa Galiléia, no Vale de Meguido (Armagedon) e na ocidentalizada Tel-Aviv, e até mesmo nas pequeninas aldeias, abrir nossa boca lendo os textos sagrados, profetizando, abençoando ali Israel e seu povo.
Na consciência que não podemos falar de Israel sem mencionar seu povo, a Terra Prometida e sobretudo, a Bíblia. Por isso, estávamos ali por fé no Deus único de Israel para clamar, orar e suplicar pelas inumeráveis bênçãos para este tempo.
Nós, judeus messiânicos, temos consciência que todo judeu que sente o chamado do Eterno deve fazer sua “alyah”, seu retorno à terra de Israel. Nós, os descendentes de Sefarad (Espanha e Portugal) temos ainda um grande amor pelas cidades do Neguev (sul) de Israel. Estivemos em Beer Sheva e ali, em frente à porta da prefeitura da cidade, debaixo de duas enormes tamareiras, orávamos para que o Eterno abençoasse aquela região do deserto, onde tantas profecias aconteceram e ainda acontecerão.
O triste sentimento de ver a região desolada do deserto do Neguev, o Mar Morto abaixo de seu nível normal, transparecendo e predizendo a total ausência de vida naquela região tão quente e ensolarada, nos levou à lembrança naquele momento de como o povo hebreu peregrinou naquele mesmo lugar no deserto, na total dependência de Deus. Se para eles havia a promessa de uma Terra Prometida que corria leite e mel, para nós restava naquele momento ver a fidelidade e bondade de Deus, pois o povo judeu proveniente da diáspora está ali vivo naquela mesma terra, falando a língua hebraica, vendo o deserto florescer e ser o pomar para o mundo (Is 27:6 e 32:15), iniciando o cumprimento das referidas profecias.
Mas, no movimento judaico-messiânico, composto de judeus e gentios que crêem no Messias Yeshua, vê-se a beleza da família de Deus, onde judeus crentes vivem como judeus, e gentios como gentios, mas todos sendo um, membros do mesmo Corpo que representa a Igreja de Yeshua.
Através do movimento judaico-messiânico, a igreja cristã pode aprender sobre a restauração das raízes judaicas da fé e ao mesmo tempo, ser uma intercessora e ajudadora no processo da restauração completa de Israel, que inclui a restauração do povo (judeus voltando para a Torah e crendo no Messias de Israel), restauração da terra e todos vivendo o cumprindo das profecias finais que antecedem a volta do Messias Yeshua.
Naquele salão do Kibutz do Ramat Rachel, sentimos a emoção e presença de Ruach HaKodesh, Espírito de Deus, quando o hazan recitou as bênçãos anteriores e posteriores à leitura da Torah que foi a Parashá) porção “Sh’lach Lechá”(Envia!) do livro de B’Midbar (Números 13:1-15:41). Nesta porção estudamos que doze homens foram enviados para espiar a terra de Canaã, a Terra Prometida. Enquanto o rabino Joseph Shulam ministrava o estudo desta Parashá, pensava eu naquele momento profético, em nós, judeus messiânicos, ali na terra de Israel enviados como espias para vermos de perto a vinda do Senhor Yeshua naquela cidade, quando entrará pelas portas do terceiro Templo já reconstruído, em glória julgará dali e reinará sobre as nações. Fechando os olhos via esta cena profética, quando todo o Israel será finalmente salvo (Rm 11:26) e dirão as próprias palavras faladas por Yeshua há 2 mil anos: ... “Baruch Haba B’Shem Adonai” (Bendito é aquele que vem em Nome do Senhor), segundo registrado no livro de Matheus 23:39, que Yeshua voltará quando os judeus clamarem por ele dizendo: Bendito é aquele que vem em nome do Senhor!
Nós, ali dissemos esta frase profeticamente, como se estivéssemos espiando o futuro próximo ano todas estas coisas acontecerão naquele lugar. Que os olhos de todos judeus e de todos os cristãos possam estar se abrindo rapidamente para espiar de fato que a vinda do Senhor Yeshua é eminente e que em breve todos nós diremos a uma só voz: Baruch Habá B’shem Adonai!
Sobre isso, só posso dizer: Amém!
A verdade é que são de fato o povo de Deus, escolhido por Deus para abençoar as nações, onde gentios e judeus adorarão ao mesmo Deus. Isso ocorreu por intermédio de Jesus, um judeu, que pela graça trouxe salvação à todos. Ao ler esta matéria e perceber que este povo está crendo em Jesus/ Yeshua, não há como não se emocionar, é o começo da segunda volta de Cristo. Nenhum judeu, jamais deixará de ser judeu para seguir outra religião, é maravilhoso saber que estão se convertendo, aceitando e seguindo a Jesus!
E que todos, gentios e judeus possamos dizer: “Bendito é aquele que vem em Nome do Senhor”
posted by Chico Espíndola
10:52 AM
Favoritos
chicoespindola@msn.com
Comments:
Quinta-feira, Março 27, 2008
A vida do cristão.
Não é fácil seguir a Cristo. Apesar da liberdade religiosa em que nós vivemos, a vida do cristão, com o passar do tempo fica cada vez mais difícil.
No passado, ser um cristão significava viver apaixonadamente a cada segundo, sempre disposto a morrer pelo que se cria e naturalmente esta constante adrenalina do terror servia de estímulo, muito dificilmente encontramos relatos de cristãos na antiguidade desanimados com a vida cristã. Aterrorizados e amedrontados pelo império, mas desanimados não.
Nos dias de hoje, não somos publicamente perseguidos, não somos castigados e mortos em público, nem sequer testemunhamos massacres aos nossos líderes espirituais.
O raciocínio lógico nos leva a crer então que vivemos na “era de ouro” do cristianismo, uma vez que não somos impedidos de pregar o evangelho, uma vez que a palavra de Deus é transformadora, basta que nós permaneçamos com parte do ímpeto de nossos antecessores para que transformemos o mundo. Pois é, mas a coisa não funciona bem assim.
Desprovidos de medos e de “caçadores” vivemos uma luta diária contra o maior de todos os inimigos da vida em comunhão com Cristo, nós mesmos. O cristão de hoje deve lutar o bom combate, com amor e sabedoria. A liberdade religiosa favorece também o paganismo, seitas e crenças, que vão se espalhando cada vez mais e o cristão atual deve manter-se atualizado sobre tudo o que vem surgindo por ai a fora, todas as inverdades mundanas adquirem suas forças da maior de todas as verdades, a palavra de Deus.
Desta forma, quase todas as crenças, seitas, e religiões não-cristãs possuem algum “embasamento” bíblico, usam parte do ensinamento de maneira descontextualizada (texto, sem contexto gera pretexto), algumas chegam a afirmar que são cristãs “também”, ora alguém não pode seguir a Cristo e a outro, pois o Próprio se intitula o único. Em vista disso o cristão atual deve se interagir dessas seitas e mostrar-lhes de forma sabida a verdade, não vou ficar aqui comentando sobre as diversas religiões, mais para frente postarei comentários específicos sobre cada uma das quais eu já ouvi falar.
É fácil entender os ensinamentos diversos existentes pelo mundo, uma vez que são frágeis e carentes, não atendem aos anseios humanos nem no âmbito mundano, da carne, nem muito menos no âmbito espiritual, o que dificulta o nosso empenho em esclarecer a verdade, somos nós, os cristãos.
Nossos líderes espirituais de maneira alguma representam em suas vidas, o exemplo de vida cristã a ser seguido (desde os mais famosos, aos menores) claro que não são todos, mas a maioria, e isso nos expõe ao vexame público e generalizado, somos taxados, por malucos, fraudulentos, mentirosos, nossas palavras não condizem com nossas ações e por ai vai, nós mesmos nos deixamos assolar pelos problemas do mundo, preocupações financeiras e similares, esquecendo um pouco de Jesus.
Constantemente nos afastamos da comunhão com uma comunidade local, enfraquecemos nossos corações, deixamos de adorar ao Pai e nos sentimos distantes Dele, por vezes nos deixamos levar pelos prazeres carnais, mundanos e ínfimos, somos estimulados a simplificar as coisas, diminuir o peso das nossas ações e tudo mais.
Interessante é, que se por um lado nos deixamos enfraquecer constantemente, por outro, da noite para o dia nos engrandecemos no Espírito, ficamos fortes na fé e andamos lado a lado com Jesus, de forma quase que inexplicável, somos os mais fervorosos do mundo, e vivemos freqüentemente nesta oscilação espiritual, isso é fruto de nossa luta da carne contra o espírito.
O que devemos buscar de fato é o equilíbrio, a simetria espiritual em busca da retidão, é esta retidão que possui o poder transformador e revelador de Deus, nossa característica humana e carnal nos dirige à fraqueza, desânimo e ao pecado, nossa característica espiritual nos puxa de novo à presença de Deus, e o incrível é que quanto mais forte é a sua queda, mais forte é o seu “puxão” de volta, Deus é perfeito.
É o próprio Deus que permite que isso ocorra, pois é isso que nos leva ao amadurecimento espiritual, Ele entende o “nosso” lado, pois Ele mesmo se fez humano, para no auge de sua fraqueza humana, e não lá de cima como Deus todo-poderoso que É, vencesse a carne pelo espírito, por meio de Jesus e nos deu o Espírito Santo, nós também podemos espiritualmente vencer, é pela graça de Deus, não que andaremos sem mais pecados, mais buscaremos constantemente a simetria espiritual, até podermos desfrutar na Sua graça o Seu Reino.
Como disse um irmão espiritual para mim, a vida do cristão é como um eletrocardiograma, feita de picos para cima e para baixo, com o tempo, os picos vão diminuindo, diminuindo, até que por fim, tornam-se uma linha reta, enquanto que para quem não tem Cristo, esta linha é a morte, para nós é o início da vida eterna.
Por isto, louvamos e damos graças ao bom Deus.
Que Deus o abençoe com sua graça e com a paz que vem de Jesus meu amigo, não desanime.
posted by Chico Espíndola
12:30 AM
Favoritos
chicoespindola@msn.com
Comments:
Quarta-feira, Março 26, 2008
Fusão de católicos com muçulmanos e algumas considerações.
Ultimamente diversas matérias, documentários, comentários, programas de TV e etc. vêm “anunciando” uma possível fusão religiosa entre católicos e muçulmanos.
É bem verdade que o Vaticano não tem medido esforços em aprofundar o diálogo com as mais diversas religiões do mundo (www.vatican.va), mas a pergunta é: Como poderia haver uma fusão entre religiões tão distintas entre si? Veremos então alguns pontos sobre os muçulmanos e católicos.
As características básicas da organização social e religiosa, que definem o islamismo para todos os fiéis, conhecidas como os “cinco pilares” (arkan) do Islã, são: O Credo, A Oração, A esmola, O Jejum e A peregrinação. “Não há Deus além de Allah e Maomé é o enviado de Allah”. Esse é o credo que serve como base da fé islâmica. É uma profissão de fé continuamente repetida.
“Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho nosso Senhor. Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos Céus está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna”. Este é o credo católico, também é uma profissão de fé constantemente repetida.
Logo no primeiro aspecto percebemos as diferenças inconciliáveis, porém, alguns discursos de João Paulo II aproximaram as duas religiões, eis aqui então alguns trechos de um discurso realizado em Marrocos (leia também as cartas em www.vatican.va).
“Nós cremos no mesmo Deus, no Deus único, no Deus vivo”.Não há dúvida de que tal afirmação aproxima os interesses, até então eram distintos, visto que por um lado os cristãos católicos acreditavam terem obtido a plenitude da revelação por meio de Jesus, enquanto que muçulmanos creditam tal plenitude em Maomé. O Deus cristão é uno e trino ao mesmo tempo, santíssima trindade, o islâmico é uno.
O documento Nostra aetate afirma que todos os homens, e especialmente os homens de fé viva, devem respeitar-se, superar toda a discriminação, viver em conjunto, e servir a fraternidade universal. Ao fazer isto este documento retira o dever cristão de pregar o evangelho a todos os povos, de advertir uns aos outros e de servidão à Deus, mas sim a fraternidade universal.
“O testemunho da fé, que é vital para nós, e que não pode padecer de infidelidade nem de indiferença à verdade, faz-se no respeito às outras tradições religiosas, porque cada homem tem de ser respeitado no que ele é de fato e pelo que crê na sua consciência”. Nunca na história da cristandade um testemunho de fé poderia conciliar-se à ensinamentos contrários aos de Cristo, ao menos não conscientemente.
“A Igreja católica olha com respeito e reconhece a qualidade do vosso caminho religioso (isto está em itálico no texto original), a riqueza da vossa tradição espiritual. Nós, cristãos, também temos orgulho da nossa tradição religiosa.” Desta forma a igreja católica, concretiza o reconhecimento da qualidade de um caminho religioso diferente e que há riqueza na tradição espiritual islâmica.
Disse Maomé: “Ele lhes disse: Sou o servo de Deus, o Qual me concedeu o Livro e me designou como profeta. Fez-me abençoado onde quer que eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado. Este é Jesus, filho de Maria; é a pura verdade, da qual duvidam. É inadmissível que Deus tenha tido um filho. Glorificado seja! Quando decide uma coisa, basta-lhe dizer: Seja!, e é.” —Alcorão, Surata 19:30-35 e também “Ó adeptos do Livro, não exagereis em vossa religião e não digais de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria, foi tão-somente um mensageiro de Deus e Seu Verbo, com o qual Ele agraciou Maria por intermédio do Seu Espírito. Crede, pois, em Deus e em Seus mensageiros e digais: Trindade! Abstende-vos disso, que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno. Glorificado seja! Longe está a hipótese de ter tido um filho. A Ele pertence tudo quanto há nos céus e na terra, e Deus é mais do que suficiente Guardião” (4:171).
O mais intrigante de toda a história é que ao estudarmos por alto o alcorão, vemos que eles já possuem a porta aberta à aproximação cristã e possivelmente a conversão à Cristo.
O alcorão ensina que Jesus era um profeta em quem devem acreditar (4:171; 5:78), ora, basta então ler os evangelhos, o próprio Maomé afirma que seus ensinamentos se encontram no novo testamento (10:95), diz ainda que a Bíblia é a “palavra de Alá” (6:115-116) e “não há nenhuma mudança das palavras de Alá” (10:65).
Bom, na minha cabeça a questão ficou simples agora, se temos dois livros onde o primeiro se auto-proclama a única verdade, que nada deve ser acrescido a ele e o segundo afirma também ser o primeiro, “palavra de Deus”, que esta palavra não muda e o próprio segundo ensina algo diferente, fica resolvida a questão.
O que verificamos então é que se seguíssemos apenas a Bíblia, nós cristãos, encontraríamos Nela a solução de qualquer contenda no mundo, mas Infelizmente atos cometidos por homens na direção da maior instituição cristã do mundo passaram a incorporar a regra de fé bíblica.
Toda esta discussão leva tanto católicos, quanto muçulmanos a lugar algum, pois não há boa obra que garanta a salvação, a salvação não é algo conquistado, é dado por Deus, nenhuma religião, igreja ou templo pode salvar, nenhum homem pode lhe perdoar os pecados, a auto-penitência ofende a Deus, pois Jesus foi penitenciado e crucificado para pagar por todos os pecados que nós cometemos, o único caminho para a salvação é Jesus, Ele é a única verdade, somente através Dele obtemos vida, pois só Ele perdoa os nossos pecados e o salário do pecado é a morte.
Com a palavra o próprio Jesus: João 14:6 - Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
Para você que leu este texto, se sente que ainda não conhece de fato o Pai, tem medo de não ser salvo, sente-se distante de Deus e tem o desejo de ser “adotado” por Ele, de ser co-herdeiro de Jesus na promessa da vida eterna e não sabe como; entregue-se de imediato a Jesus, em corpo e alma de todo o seu ser. Se você não consegue acreditar em Jesus, ore, peça a Deus que lhe de fé e busque, pois o Senhor disse que todo aquele que Lhe buscar, de todo o coração, O achará.
Que a graça de Deus esteja contigo meu irmão, que Deus o abençoe.
posted by Chico Espíndola
2:09 AM
Favoritos
chicoespindola@msn.com
Comments:
Terça-feira, Março 25, 2008
Aparente divergência entre a genealogia de Jesus apresentada por Mateus e a apresentada por Lucas e o presente conflito com a tradição da igreja católica.
As duas genealogias a partir do rei Davi tornam-se claramente distintas, a primeira de Mateus, utiliza o termo “gerou” e na segunda Lucas utiliza o termo “filho”.
Mateus escreve seu evangelho para os judeus e, assim, a genealogia oficial traz em questão as credenciais messiânicas judaicas de Jesus, pois os judeus esperavam que o Messias fosse descendente de Abraão e raiz de Davi, e Mateus faz a genealogia para que os Judeus aceitassem a Jesus como o verdadeiro Rei apresentando a linhagem legal deste reinado. Mateus faz então a genealogia de Jesus por meio de seu pai José, que foi “gerado” por Jacó... até Salomão e Davi.
Lucas escreveu seu evangelho para os gregos e, por isso, apresenta Jesus como perfeito, segundo a concepção da cultura helênica. O propósito de Lucas é mostrá-lo como verdadeiro humano. Em I Crônicas 3:5 a Bíblia expõe os nomes de alguns dos filhos de Davi nascidos em Jerusalém, dentre eles Natã, e por meio de Natã que Lucas faz a linhagem até José, que era "filho" de Eli e depois Jesus.
Ora, José, não poderia ser filho de Jacó e Eli.
Na cultura helênica, quando um homem casava-se com uma mulher, ele tornava-se filho de seu sogro, e a mulher passava a ser representada por seu marido, portanto, pode perfeitamente ser esta a explicação, Mateus faz a genealogia de Jesus por meio de José, Lucas faz a genealogia de Jesus por meio de Maria.
A tradição da igreja católica porém, discorda disso, baseando-se no proto-evangelho de Tiago. Livro apócrifo escrito no início da igreja (estima-se 150 d.C.) e não aceito pela igreja por passar uma mensagem diferente da prescrita nos evangelhos canônicos.
O Proto-Evangeho de Tiago fala do nascimento de Maria ,de pais estéreis Ana e Joaquim de sua educação no templo ,da escolha de José, já velho com seus seis filhos (Judas, Josetos, Tiago, Lígia e Lídias) para seu esposo. Apesar da igreja reconhecer que autor deste apócrifo tem grande desconhecimento da religião judaica, o que de imediato nos esclarece que não pode ter sido Tiago que o escreveu. Os Pais da Igreja Orígenes, Clemente, Pedro de Alexandria ,São Justino e São Epifânio citam este evangelho com muita freqüência.
Com base neste texto, a tradição da igreja faz uma afirmação contrária a que vemos na Bíblia a respeito da genealogia de Jesus, pois lá, há a afirmação de que Maria seria filha de São Joaquim e de Sant’Ana, os “avós” de Jesus. São Joaquim “pertencia” à família real de Davi, e era parente próximo de São José, contudo tais afirmações não são comprovadas no texto uma vez que ele não faz a genealogia de Jesus até Davi, como assim o fizeram Mateus e Lucas.
Desta forma, fica fácil entender por que as pessoas possuem ainda tamanha aversão ao cristianismo, tais contradições fazem as pessoas se questionarem sobre a veracidade dos fatos, mas vale aqui ressaltar que estas contradições não são encontradas na Bíblia que é a nossa regra de fé, mas sim na tradição da igreja em relação à Bíblia.
Portanto, devemos sempre ouvir o que nossos “líderes” (padres, pastores, rabinos, bispos, presbíteros e outros) nos ensinam, tendo como base as escrituras sagradas, pois estes são homens e passíveis de erro, porém a Palavra de Deus é boa e inequívoca.
Que a paz do Senhor os acompanhe, e se você leu este texto, espero ter esclarecido as dúvidas que possam existir. Aceito sugestões de temas, não sou detentor de nenhuma verdade, aceito críticas e não quero alimentar contendas, mas ao contrário, semear a paz à luz da palavra de Deus.
posted by Chico Espíndola
2:45 PM


|